Clínica pequena tende a olhar só o faturamento do mês. O problema é que faturamento é resultado, não causa. Os indicadores abaixo explicam por que o resultado foi aquele.
1. Taxa de ocupação da agenda
Sessões realizadas divididas pelos horários disponíveis por profissional. Abaixo de 70% costuma indicar problema de captação; acima de 95% indica que você está perdendo encaixe e urgência por falta de folga.
2. Índice de ausência
Separe falta sem aviso de cancelamento avisado. São problemas diferentes e exigem soluções diferentes.
3. Ticket médio por sessão
Receita total do mês dividida pelas sessões realizadas. Ele revela na hora se a clínica está com mistura ruim de convênios: muito volume, pouca receita.
4. Aderência ao plano de tratamento
Das sessões prescritas no plano inicial, quantas o paciente cumpriu até a alta. É o indicador mais ligado ao desfecho clínico e ao boca a boca.
5. Altas por mês
Alta registrada é sinal de tratamento que chegou ao fim com desfecho documentado. Clínica sem altas registradas normalmente tem prontuário incompleto, não paciente eterno.
6. Retorno e reativação
Quantos pacientes que tiveram alta voltaram nos últimos 12 meses. Reativar quem já confia em você custa muito menos do que conquistar paciente novo.
7. Prazo médio de recebimento
Do atendimento ao dinheiro na conta. Em clínica com convênio, é aqui que mora o aperto de caixa — e não na falta de pacientes.
Como acompanhar sem virar planilha eterna
Escolha três indicadores para o trimestre, defina quem coleta e olhe sempre no mesmo dia do mês. Indicador que ninguém revisa em reunião não muda comportamento.
