Abandono raramente é falta de interesse. Quase sempre é um ponto de atrito que a clínica pode remover.
Ponto 1: melhora parcial
Assim que a dor cai, o paciente conclui que terminou. Mostrar evolução com número (amplitude, força, escore de função) reposiciona a conversa: melhorou, mas o objetivo era outro.
Ponto 2: custo percebido
Sem clareza do total de sessões e do valor, cada semana parece uma decisão nova de compra. Plano fechado e transparente reduz esse desgaste.
Ponto 3: agenda incompatível
Horário que exige sair mais cedo do trabalho não se sustenta um mês. Vale oferecer uma faixa alternativa no fechamento do plano.
Ponto 4: silêncio entre sessões
Programa domiciliar entregue no papel e nunca cobrado sinaliza que aquilo não importava. Acompanhar a tarefa de casa mantém o vínculo vivo entre atendimentos.
Como monitorar
Marque quem tem duas ausências seguidas e quem passou 14 dias sem sessão. Essa lista, revisada semanalmente, é a intervenção de retenção mais barata que existe.
